segunda-feira, 3 de setembro de 2007

E eu?

Eu até poderia gritar, mas o que adiantaria?
Eu poderia correr, mas pra onde eu iria?
Eu poderia revelar meu segredo, mas quem acreditaria?
Eu poderia falar menos, mas por qual motivo seria?
Eu poderia me aconselhar mais, mas que proveito teria?
Eu poderia melhorar. Pra que?
Se não tenho serventia.
Eu poderia voltar atrás na decisão que tomei
e quem me apoiaria?
Eu poderia apostar tudo que tenho!
Mas correr este risco pra que se de nada valeria?
Se eu te desse meu coração de novo o que dele você faria?
Eu poderia acreditar em você, mas e em mim quem acreditaria?
Eu poderia te aquecer, mas quem me aqueceria?
Se eu te fizer companhia, quem comigo se importaria?
Quem? Quem? Quem? Quem?

Um grito que não se pode conter. Um gemido que não se pode mostrar e um sonho que não passa de uma mente cansada de imaginar coisas. Cheia de stress e raciocínios alucinantes totalmente egoístas.
Mente que pinga um pensamento aqui e outro ali e quase sempre acaba por fim em derramar horrores de férteis imaginações prognósticas acerca de um momento desejado. Meio louco isso. Mas quem poderia entender uma mente que procura a si mesma e que sabe como se encontrar? Porém pensa também que já é hora de parar de ilusionar-se e realizar-se em algo sólido; real.
Rindo só, solidão que dá nó! Quem a visse ficaria com dó !
Não tenha pena. Não pague sua dívida. Deixa que pense, que fale. Deixa isso pra lá; vem pra cá; o que é que tem? eu não to fazendo nada, você também.

Siga comigo um pouco. Me veja em sua frente. Não me alcance e não me tente. Deixa que mostro onde vou sem ter que ficar explicando o que mesmo você lendo, não entende.
Vê aqueles rapazes sorrindo?
E aquelas crianças brincando?
O que as fazem ser tão despreocupadas de suas obrigações? É que são crianças e não têm obrigações.
E os rapazes que possuem direitos e deveres e sorriem como as crianças que não têm ansiedades?
Veja aqueles pássaros que voam sem medo de cairem ou cansarem. É que foram feitos para tal.
É que possuem algo chamado felicidade.
Ainda continua caminhando comigo? E o que consegue ver que não posso declarar?
Sua mente consegue algo além de me julgar? Tente entender e não condenar !
Não estou vendo seu rosto, mas posso entender que aos seus olhos não passo de louco. Se eu olhar para trás verei seu semblante enrigecido, semblante emudecido com medo do desconhecido.
Entende porque não adiantaria eu gritar que ninguem me ajudaria? É porque ao invés de me entender me julgariam.
Ah sim, os jovens?São como os pássaros! entende?

Liberdade, ainda que tardia.
A noite gélida traz consigo a solidão que contagia sem dar trégua. Quem se importa? Cada um corre atrás da sua satisfação pessoal sem se importar com quem está bem ou mal. Ainda continua me seguindo? Ainda vê o horizonte que vejo? ou será que não tirou os olhos de mim e não viu o que mostrei subliminarmente?

Quero ser livre, e nãoum escravo da liverdade. Ser ser forte e não um escravo de minha força!






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