sexta-feira, 28 de setembro de 2007

ETERNA

Quando você se foi me impediram de chorar
Disseram que eu era bobo
Que isso não precisava mais
Impediram-me de ficar lembrando
Mas não conseguiram me impedir de sofrer
Tentaram tirar até as lembranças que de você eu tinha
Em vão me tentaram
Envergonharam-me em meio à dor que sentia
Sua imagem sempre vinha em minha mente
De seu sorriso quase nunca mostrado
Olhar atraente
E simplicidade exuberante.
Quando chorei disseram que eu era fraco,
Mas do lugar onde você saiu
Só eu sei o tamanho do espaço
Não sobrou para mim nem mesmo um retrato
Ficou a imagem de um rosto abstrato
Tipo o vento, sabe! Você está sentindo, mas não vê.
Não me avisaram quando você partiu
Você não se despediu, na verdade não deu tempo!
Lembro-me
Dei-te uma rosa que colhi na beira da estrada
E você me disse rindo se não havia uma maior
No que repliquei meu gesto estando na flor
Não em seu tamanho.
Não pude nem mesmo me despedir de você
Ocultaram de mim seu rompimento
Com esta dimensão humana.
Não pude lhe dar uma rosa maior
Talvez seja melhor assim.
Mas como dizia Renato Russo:
“A vida continua e se entregar é uma bobagem
E já que você não está aqui
O que posso fazer é cuidar de mim”.
Fica comigo sua imagem
De uma única e verdadeira e eterna
Menina dos sonhos!
Não vou revelar seu nome porque quero preservar-te
Em meu coração para sempre.
Eterna, meu eterno adeus!!

Nenhum comentário: