segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Mente itnerária

Mente itinerária, melancólica.
Flutuante sobre tábuas imaginárias em um rio de amargura
Que desemboca em um oceano farto de dissabores,
De horrores e águas de falsidades que lhe afluem.
Quase vou a pique no meio dessa maldade.
Vejo ondas grandes vindo ao meu encontro
Tentando sucumbir o apoio que ainda me resta
Trazendo consigo sujeiras acumuladas
Em espumas de desventuras ordinárias;
Ventos em forma de palavras insanas
Que tentam me levar para alto mar
Para ver-me naufragar em suas infâmias.


Vileza estampada em forma de inocência
Em um rosto delicado
Que agora vejo em forma de decadência.
Demência sua pensar que podia levar meu pensamento
Em direção ao seu tormento
Que agora vives por intentar contra mim o mau,
Tornando contra ti mesmo o caos.
Mente que agora entende a falha
Que se tornou para ti uma navalha
Que corta sem piedade
Eliminando sua falsidade.
Quanto à mente não submergirá
Nestas águas enganosas, maldosas!
Navegará em segurança onde precisar chegar
Sem ter se preocupar com suas intempéries
Ou suas séries de ataques de um negro mar!

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