segunda-feira, 8 de outubro de 2007

For Me

Não me pergunte nada
Só me abraça.
Não ria de mim, apenas me dê seu ombro!
Chore comigo um momento se puder.
Se não puder
Não me pergunte nada
E se conseguir, mantenha silêncio.
Não quero falar, não quero ouvir;
Pelo menos no momento,
Se você tiver algo a dizer.
Não sou um coitadinho
Não tenha pena de mim
Deixa que eu mesmo me refaça
Já que procurei antes um lugar para repousar minha dor
E só encontrei rejeição
E isso parecia me tornar forte
E de certa forma me tornou
Mas hoje já é outro dia.
Ah, não me peça para levantar a cabeça.
Nem para olhar para frente
Não agora neste momento
Não enxugue minhas lágrimas
Deixe-me como quero.
Não acenda a luz
Não quero que me veja assim

É que...bom, imagine...

Esgotadas as forças
Não olhou pra trás
Apenas ouviu se um ruído de dor
Estando abatido lutando sem exercer força bruta
Sem correr de sua luta
Sem direção caindo ao chão
Voltou seu olhar para cima
Sendo agora comida de aves de rapina
Não prestando mais a qualquer serventia.
O pulso quase não pulsa
O ar lhe falta e os olhos escurecem
O ardor da fatiga lhe consume
E trouxe o resultado de um plano que ruiu
Desabando sobre seus sonhos
Matando seus desejos e anseios
Não tendo como estratégias seus meios
Que de simples virou tragédia.

Nenhum comentário: