sexta-feira, 2 de novembro de 2007

ALMA


Alma presa
Jejum forçado por completo
Pensamento vagueando por nada
A mente quase sempre cansada
Por nada
Pensando em coisa alguma
Chego a uma conclusão absurda
Que só em falar me causa náuseas
Não tenho nada alem de um coração em concordata
Vendo o corpo definhando quase sempre
Sem poder fazer nada
A dor apenas é mais um ingrediente
No caminhar deste andarilho descontente
Que se apega com coisas sólidas
Para esquecer as que estão distantes
Alma presa quase sempre se faz de tola
Queria asas para voar para longe
Sem ter medo da queda que quase sempre a persegue
Não pode isso acontecer
Pois não tem quem a carregue
Alma preocupada com tudo e com nada
Coração desamparado nem sempre contemplado
Mas é possível ver seu ritmo por causa do corpo
O qual maltrata sem dó e nem piedade
Alma sufocada
Por alguma coisa ou por nada
Alma, alma;
Mantenha a calma até que te acudam
E te tornem sarada
Com o remédio que necessitas
Que é o amor que te corrói e te atormenta.
E arde em seus olhos como pimenta.
Chore alma
Mas não deixe teu sofrimento tirar tua vida
Nem te tornar mais uma esquecida
Lamente se preciso for
Mas não morra por causa deste amor.

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