quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A tormenta


A tormenta

A tormenta que me acalma
É o desatino que traz paz à minha alma
É o alivio que eu preciso
Mesmo sendo lágrimas em meio a um sorriso.
É a dor que me adormece
O silêncio que me estarrece
É o desejo exposto em minha prece
Quem sabe a noite que nunca amanhece.

A febre que traz frio em dia quente
A temperatura elevada de um doente
Faz-me permear o desconhecido pensamento descontente
Da loucura lúcida de uma bela mente.

Atitudes estranhas
Mudança de humor
Viagens insólitas nos labirintos do cérebro
Encontram a bonança deste delirante sonhador
Que sabe o que lhe apazigua a tempestade
Que lhe conforta e ao mesmo tempo provoca pavor.

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