quinta-feira, 24 de abril de 2008

Real ou ilusório?


*Consegue mais alguém na imagem?
*Consegue pelo menos ver mais de 12 janelas?
Consegue ver uma guitarra em pé próximo às caixas de som e uma Luz solitária que clareia o quase nada de algo que quase não existe.
*Eu pelo menos consigo ver alguém em pé do lado da figura comendo alguma coisa e com uma garrafa de vidro parecendo um refrigerante; a boca está mastigando o que a bela mordida acabou de arrancar.
*Estou vendo um garoto assentado em cima de uma bolsa preta com os cotovelos sobre os joelhos olhando para o quadro na parede atrás da primeira coluna do lado esquerdo.
*Vejo seus pés com um calçado parecendo um tênis, mas não tenho como saber se é novo ou já ruído pelos anos.
*Vejo alguem que se aproxima da guitarra e contemplo um microfone jogado ao chão.
*Vejo uma linda menina de olhos claros indo em direção ao garoto. Seus cabelos são meio loiros; não estão muito bem penteados; parece ter dormido neste mesmo lugar e pelo olhar do garoto dormiu ao lado da menina. Estão com um olhar triste e cansado.
*Ah o cartaz que a pessoa que vai em direção a guitarra tem nas mãos divulga alguma coisa parecida com um show musical. O cartaz está amassado e meio dobrado; dificulta muito assim para ver com clareza do que se trata.
*A pessoa que está encostada na coluna do lado direito retrata bem a cena que podemos ver neste desenho real, enigmático e fascinante. Ela es´ta com os braços cruzados, meio cabisbaixa e a calça jeans desbotada não deixa-nos saber se é a ação do tempo ou a tecnologia que a fez assim.
*continua...

Enfim


Não posso dizer que não fui avisado
Mas foi muito tentador...
Não posso reclamar do tempo corrido
Mas fui mais rápido que todos esperavam
Não posso dizer que está bem
Mas não posso dizer que está ruin
Não vou desistir agora
Mas devo admitir que está dificil
Não quero passar mais um tempo com estilingue
Abri mão das armas.
Não estou estagnado como antes
Mas não corro como antigamente
Ainda sou forte
A fraqueza é que me superou
Não fiquei fadigado por mim mesmo
O ar é que me faltou no momento de respirar fundo
Não é que não olho mais para os lados
É que nada me importa como antes
Não estou fugindo
Estou evitando
Não estou escrevendo apenas
Estou desabafando em um monólogo
Não é que todos vão entender tudo que se escreve em um rascunho que se torna a verdadeira
É que conversando comigo mesmo, monologando, encontro em mim o amigo que queria que existisse...
*.*
Rico

Lugar



Lugar algum de nenhum outro lugar
Encontrando o que não se perde
Entregando a quem é de direito
Suspirando por um outro espaço
Sentindo vontade sair e estar distante!
Perto demais ou
Nem tão perto para não sentir saudade
De outro lugar de algum outro ponto mirante.
Incógnito o bastante para não ser paradoxal.
Sendo nada além de um lugar para estar
Brincar e sorrir com alguém que realmente importa
Não desisto de querer o lugar para descansar
Acalmar-me; quem sabe fazer sentido no que digo.
Ah! desisto de tentar; isto está me sufocando.
Estou tentando, não está vendo?
Quero mais que um lugar;
Quero mais que um mirante
Quero mais que um calmante
Quero dormir e sonhar
E quando chegar me acorda para a realidade do novo lugar.
*
Rico

terça-feira, 8 de abril de 2008

Amor

Na pureza do teu olhar purifiquei o meu
Na sabedoria de suas palavras achei a bom senso
Na mulher em que se tornou mostrou ser mais que isso
Aparenta ser uma guerreira decidida
Com armadura fortificada e bem protegida.
Seus passos largos em direção à realização dos seus sonhos
Convidam-me a andar mais rápido na contagem do tempo
Levam-me tão suave na tempestade
Como se fosse uma brisa suave de um refrescante vento.


No simples toque de suas mãosSenti o amor, a dor, uma flor!Vi mais que um gesto no tocarVi um braço amigo me levantandoE me ensinando a caminhar entre lobos e gentes.Como esposa me fez homemComo guerreira tornou-me combatenteCom ternura me deu amorComo vencedora me mostrou como ser vencedor.
*
Rico

quinta-feira, 3 de abril de 2008

MAIS UM afago

Na simplicidade
de um olhar encontramos o caminho para um convite ao interior de cada um ou de si mesmo.
Na delicadeza de um gesto podemos decidir entre a estupidez e a gentileza. Podemos refletir sobre as atitudes e respostas que damos quando somos surpreendidos por algo que nos incomoda.
Na paciência encontramos o antídoto para o mal humor. Em contrapartida encontramos a mesmice no ato do comodismo.