quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A Dieta


No princípio eram as trevas. Aí Deus criou o couvert. Depois do couvert vieram as entradas, depois das entradas, o pernil. Depois do pernil veio a farofa, a maionese e o feijão tropeiro, além da cerveja, é claro, bem gelada, que não podia faltar. Deus achou tudo aquilo muito bom mas achava que faltava um doce. Aí apareceu o quindim, depois do quindim veio o café. O café e um licor. E a conta.
A gordura é a desgraça do mundo moderno.
Vendo que estava engordando, tomei uma coca cola e uma decisão drástica: vou comer menos. E para mostrar que não estava brincando entrei imediatamente num Mc Donald's e pedi um Big Mac sem cebola. Começou aí o meu regime. Sim, pois o primeiro passo para quem decide começar uma dieta é, antes de mais nada, escolher entre os milhares de métodos de regimes à disposição. Logo eu que gosto de (quase) tudo... Que como (quase) tudo.. Como até aquele queijo do Mc Donald's que é feito do mesmo material da caixinha em que vem o sanduíche.
Mas vamos às dietas. Tem a dieta do Amir Klink; onze meses na Antártida.
Esta dieta tem um problema: além de emagrecer, causa espinha no rosto, e faz cabelos aparecerem nas mãos. Segundo alguns até pode levar à cegueira.
Tem ainda a famosa dieta do Abacaxi, na qual você só pode comer um abacaxi por dia durante uma semana. Na segunda-feira de manhã te dão sete abacaxis mas não dão a faca. É tiro e queda! O gordo vive eternamente revoltado com a natureza. Porque só a cerveja dá barriga? Porque alface não dá barriga? Porque agrião não dá celulite? Está tudo errado no mundo, menos o pastel do Álvaro's.
O primeiro sentimento de quem começa uma dieta é o de revolta. A vida passa a ser igual comida de hospital - não tem graça nenhuma. Dá vontade de acabar com tudo, a começar pelo que tem na geladeira, continuando a fúria devastadora de Gengis Khan até a loja de doces que colocaram na esquina só pra te sacanear.
O emagreando (ou regimando), é um indivíduo macambúzio, triste e cabisbaixo. Para ele nada faz sentido, só uma empadinha. A balança, depois da roleta do ônibus, é a sua maior inimiga.
No geral, todas as dietas seguem o mesmo princípio: nada que é gostoso pode! E o pior são os médicos de dieta querendo convencer você das delícias do chuchu, do sabor da cenoura, que um tomate no lanche substitui um Big Bob's e que o chá de camomila relaxa mais que um chopp.
Só quem ganha com os regimes são os médicos de dieta, que devem gastar todo o dinheiro em banquetes monumentais, em porres homéricos nos congressos que eles organizam só pra contar piada, comer de tudo e zombar dos pacientes que eles deixaram suspirando na frente de uma folha de alface.
Mas como você não consegue emagrecer, o jeito é ir para um Spa. Alguns indivíduos têm de ser trancados em jaulas para agüentar a rotina do Spa. Num Spa um irmão esfaqueia o outro por causa de uma bomba de chocolate, o marido estrangula a esposa por um cream-cracker. Fugitivos destes campos de alimentação, quando conseguem escapar dos cães farejadores de comida, andam quilômetros para buscar refúgio na padaria mais próxima. Quando voltam paracasa, vários quilos mais magros, cheios de rugas e cicatrizes, trazem a marca de quem escapou vivo do inferno e mais tarde, nas noites frias de inverno, contam para seus netinhos como pagaram uma fortuna por um cheese-burguer sem catchup!
Comida pra ser boa tem que fazer mal, dar dor de barriga: mocotó, feijoada, leitão à pururuca, rabada, xinxim de galinha, vatapá, caruru, bobó, barreado, virado à paulista, baconzitos, cheesitos, doritos, pizza, batata frita de latinha, cheeseeggtudoburguer com molho e sem alface, bacalhau à zé do pipo, salame, salsichão e, é claro, o porco como um todo!! Isso sim é que é comida de verdade!
Comida só funciona com culpa. E tem mais: se a gula é um pecado, o inferno deve ser ótimo pra fazer churrasco. Ninguém no sábado depois do almoço bate na barriga satisfeito e vai puxar um ronco depois de comer uma salada. Ninguém convida um amigo: "vai sábado lá em casa que vai ter alfaçada".
É mais fácil perder um amigo se você fizer um convite desses do que os 30 quilos que estão sobrando!
.

Jô Soares

Æ

Rico

O Poliglota

Um suíço, procurando orientação sobre o caminho, pára seu carro ao lado de outro carro, este com um casal de brasileiros dentro.
O suíço pergunta:
- Entschuldigung, koennen sie Deutsch sprechen?
Os dois brasileiros ficaram mudos.
Excusez-moi, parlez vous français?
- tentou.
Os dois continuaram a olhar para ele impávidos e serenos.
- Prego signori, parlate italiano?
Nada por parte dos brasileiros.
- Hablan ustedes español?
Nenhuma resposta.
- Please, do you speak english?
Nada.
Angustiado, o suíço desiste e vai embora.
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Dona Marisa vira-se para Lula e diz:
- Talvez devêssemos aprender uma língua estrangeira...
- Mas pra quê, companheira?
- pergunta Lula
- Aquele idiota sabia cinco.
E adiantou alguma coisa??!

Coisas chulas

SAI PRA LÁ URUBU
Dê uma distância regulamentar tomando como ponto de referência a minha pessoa, ó imensa ave com predomínio de melanina negra e comedora de carcaças animais.
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NEM EU TE LIGO NEM VOCÊ ME TELEFONA
A partir do exato instante, ambos os interlocutores estamos proibidos de utilizar a revolucionária invenção de Graham Bell.
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VÊ SE NÃO ME ENCHE O SACO
Por ventura poderia o distinto indivíduo dar um basta neste expediente de inflar a minha bolsa escrotal?
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PERNAS PRA QUE TE QUERO
Membros inferiores comandados pelo fêmur, nunca os desejei tanto quanto neste momento.
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VÁ CHUPAR PREGO PRA VER SE VIRA TACHINHA
Diminua consideravelmente a massa do apetrecho férreo através da sucção.
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VÁ VER SE EU ESTOU NA ESQUINA
Dirija sem mais tardar a intersecção das vias públicas de modo a constatar a minha atual localização.
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JOGA A MÃE PRÁ VER SE QUICA
Arremesse a sua progenitora de modo a observar na mesma a aplicação da segunda lei de Newton.
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A RAPADURA É DOCE MAS NÃO É MOLE NÃO
A deliciosa guloseima cearense possui altas taxas calóricas, porém é dotada de incrível rigidez.
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QUEM COM O FERRO FERE COM O FERRO SERÁ FERIDO
Quem com o metal proveniente da hematita causa escoriações, com este será corporalmente lesado
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A INVEJA É UMA MERDA
A cobiça dos bens alheios é um resultado final do resido dos alimentos digeridos
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QUEM COCHICHA O RABO ESPICHA
O indivíduo que murmura, o apêndice caudal se alonga
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O RATO ROEU A ROUPA DO REI DE ROMA
O roedor triturou com a arcada dentária, a vestimenta do monarca da capital da pátria de Leonardo da Vinci
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QUEM VÊ CARA NÃO VÊ CORAÇÃO
Aquele que visualiza o semblante deixa de visualizar o miocárdio
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O AMOR É CEGO
O sentimento de extremo apreço é deficiente visual

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

where you are

Ainda vejo as marcas que ficaram
E respiro o pouco ar que me resta.
Te via pela aresta que,
de teimoso encontrei...
E sempre que podia, te desejava
Mas não te tocava; não podia.
Ainda sinto a dor que restou
dos ematomas que nos torturou
E seu coração sangrou
Ao sentir um aperto
pelo meu ato de criança
Em te olhar e ter a simplicidade
De te amar de verdade
Como um rio de impetuosas águas
que avança.
*
Æ

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Fraternidade moderna


Amparando o pobre e necessitado
Dando o exemplo aos filhos
Na maneira em que se tem comportado.
Teremos uma sociedade cada vez mais unida no seu empenho em mater o seu instinto de sobrevivencia...
Mesmo que isto custe a desgraça de alguem.
É assim que alguns se comportam
e desprezam aqueles que precisaram ou ainda precisam de ajuda.
Estes são os "mui amigos de hoy".

Sad Man

Pesado na balança do tempo fui.
Desnutrição apontada pelo ponteiro
Que é um algoz sem piedade.
Diagnósticado pelo "Dr. Heart Inside"
Preciso alimentar minha alma urgente
De um pouco de felicidade
Eliminar as decepções pelos poros,
Que podem expelir tambem eliminar
a maldade e o marasmo dos meus ares.
Nutrientes que façam bem à mente
A respiração ofegante monitorada
Pela falta de alimentação adequada.
Cansaço de alma
Perda da calma
Nutrido apenas pela emoção
Que me deixa sem chão
Não encontra para mim que me dê a mão
O que fazer então?
Sem forças para reagir
Procuro afugentar de mim
O que parece ruim
Para eu não ruir.
Pesado pela balança da conciência fui
Encontrado em falta nutrientes escenciais para sobrevivencia
Nada que não denote carência.
O ponteiro algoz afirmou sem misericórdia
Ou reage logo
Ou logo a reação do tempo te pesará outra vez
e como a tantos que a mim fezeram
Me exclua de sua existência
Oh carrasco sentimento cortêz.
-
Rico
Æ

Enfado

Enfadado e esgotado
Pulsando pelo automatismo
Delirando entre o súbito surto de mim mesmo
Iminente; inimaginável.
Vendo sem ter visão
Visão que se foi e deixou vão
O lugar de onde os olhos eram certeiros
Quer saber?
Enfadado estou!
Pulsando pelo automatismo
E delirando compulsoriamente
Inerente à formas alheias
Não é como o sangue que corre pelas veias
Fazendo trocar palavras e meias...
*
icógnito.
Rico
Æ

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

The reality


The reality.
*
Æ

A Lua

A lua entediou o sol
por querer iluminá-la sempre,
Por atraí-la com seus raios exuberantes.
Em vão...O sol se cansou, mas não a esqueceu
Nem parou de a iluminar.
A atração da terra foi mais forte
e a conquistou em sua órbita para sempre.
O sol por sua vez adoraria a lua em sua volta
Mas sabe que sua força a mataria.
Lua, entenda o sol
E o sol entenderá a lua.
O sol não pode ser de um só astro
E nem a lua pode ser só sua.
.
Æ

Tédio


'.'
Æ

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Pensante


Pensante mente
Perturbador silêncio que me prende
E me cerca por todos os lados
Não me deixa ver em frente.
Só que é minha companhia constante.
O sossego do silêncio me adorme
E atordoa incessantemente
Uma alma que goteja somete
Onde precisaria de uma enxurrada,
Uma grande enchente.
Silêncio é meu companheiro
Que me ouve sem questionamento
Um simples suspiro de um descontentamento
Que viaja pela imaginação
De um delirante coração
Permanente.
*
Rico
Æ

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Delírio

Entre paredes de letras me vejo
Escrevendo palavras antiquadas
E me perco entre os quadros imaginários
Que perturbam meu interior pensativo.
Buscando palavras que confortem meu ego
E traduza para minha alma
O segredo de ficar pasmado por nada
Um paradoxo entre o entendível e o discutível
Profundos suspiros em rasos anseios
Que procuram meios para afagar a ânsia
E encurtar a distância entre um pensamento e outro.
Uma atitude de louco
Que se aquieta ao menos um pouco
Quando perdido entre as palavras
Compreende a si mesmo
E encontra seu sossego
descobrindo o que está importunando
no âmago, no peito.
*
Rico
Æ

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Alpinista

Sempre procurando chegar ao topo
E deixar lá sua marca registrada
Quem sabe fixando sua própria bandeira!
Enfrentando obstáculos; sofrendo frio
E correndo risco de cair e quem sabe
Nunca mais ser encontrada.
Decidida começou a escalar as altas montanhas
Porém flexíveis paredões do meu coração
Chegou ao mirante
Deixou sua marca estonteante
E fixou sua marca de posse
E nunca mais saiu do auge do meu sentimento
Quem nem mesmo em nunhum momento
colocou os riscos como barreira para chegar.
*
Rico
Æ

Poderosas Mãos

Que mãos são essas que me sustentam?
Não seriam poventura as mãos do Criador?
Mãos que me acalentam na hora do choro
E me levantam na hora da queda
Mãos que tomam de volta quando me perco.
Mãos que me mostram o caminho
E me guiam pelos grandes e pequenos obstáculos
Mãos que me corrigem
E me curam com o Seu bálsamo.
Mãos que me tornam forte
E me livram da morte.
*
Rico
Æ

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Eu comigo

Dentro de mim não cabe mais eu
Fora de mim não sei se existo.
Dentro de mim borbulha o impulso
Que me leva à tudo que não resisto.
Dentro de mim não consigo ficar calado
Fora de mim a mudez toma conta
E me deixa machucado
Com ematomas abstratos
De uma alma torturada
Pelo algoz do peito que ainda bate
E aciona o líquido da vida
Mantendo-me vivo
Espremido por dentro
E sem lugar aqui fora.
Quem me dera encontrar o lugar
Que me deixa recostar e dormir
Sem ter que levantar e chorar
ou até mesmo sorrir
Voltando o rosto para o lugar onde estou
Que não cabe mais eu
Mas também não me mata de vez
Para eliminar o clamor do meu som,
Nem me liberta para alçar meu voo.
*
Rico
Æ

inside of the words



Me enconto hoje dentro das palavras.
Dentro de cada uma delas. É como um refúgio, algum amigo ou amiga que me ouve; que me entende e se expressa por mim.
Estou dentro de cada sílaba e sob cada acento.
Estou na expressão do garoto contente
e na desilusão do adulto carente.
Estou longe e perto
E escrevendo um pedacinho da minha história todos os dias,
creio que mais cedo ou mais tarde eu acerto.
Estou definitivamente dentro das palavras.
Dentro do A que sugere o amor,
mas seria bem clichê declarar mesmo que por vaidade.
Posso dizer que o A ainda me mantém vivo e evitando o B de bobo,
Pulo para o lado bom de ainda estar esperançoso.
No C conto comigo mesmo e no T de tudo
Vivo o triste indo para o V de você
que Zerou minhas palavras.
*
Rico
Æ

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Livramento

Neste final de semana Deus nos livrou de um grande acidente. Poupou a vida de muitos companheiros de trabalho e estamos muito agradecidos a Ele por ter tido tão grande cuidado de nós.
Obrigado Deus por Sua misericórdia.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

INDO

Idas e vindas me trouxe você de novo
Com novos ares de quem estava com saudades
Indo à forra de felicidade
Me viu e sorriu
Não resistiu e chorou
Do nada me abraçou e disse:
Não me deixe ir outra vez
Para que meu coração não sofra
E eu não morra de dor de alma
Sem reino e sem reis.

Palavras

Repita aquelas palavras que me devoram
Que me consomem como uma matilha na caça
E ainda me cortam como navalha.
Palavras que me envaidecem e me enlouquecem.
Sem misericórdia faz-me tornar bruto
Contra a fraqueza que mais luto.
Repita aquele gesto que adoro.
Ainda choro quando fazes outra vez
Ao recordar-me do que o tempo nos fez;
Ao saber que passam os dias,
Semanas...
e chega aquele mês
E no dia marcado me lembro do passado
De quando surgiam tais palavras
Trazendo uma nova espectativa
Abrindo um novo horizonte não muito distante
Ecoavam sobre meus ouvidos
As frases que hoje me soam doído
As palavras repetidas
Que naõ serão jamais esquecidas.
Repita aquelas palavras que me consomem
Que me tornam mais um menino
que um homem;
Palavras que sacia e mata minha sede
Mas não acaba minha fome.
Sinto falta das palavras que me devoram
E me deixam sem ação até em meu pensamento
Sinto falta de tudo:
Das palavras que sempre me deixam mudo,
Das frases bem clichês que sorrio
E das mais loucas que me provocam calafrios.
Repita as palvras que me desarmam
E provocam fortes batimentos cardíacos
E logo nos amamos como dois maníacos
E tais palavras nos devoram
Como o caçador sobe sua presa
Que se satisfaz mostrando sua selvagem natureza.
Repita hoje tais palavras
E me chama de novo como sempre chamou
e me ame com o mesmo amor
com que sempre me amou.
Repita as tais palavras...
*
Rico

Tributai

Tributai a mim em canções
A homenagem do grande sonho
Letras que digam qual é o meu lugar
E porque não pude mais me conter
Não havendo quem pudesse me parar.
.
Tributai a mim com músicas líricas
Que explorem os profundos agudos
E com instensidade indizível
Penetrando-nos a alma embrutecida chorosa!
Que espreita o show com seus convidados.
.
Tributai a mim com peças de teatro
Que contem e mostrem os lugares de meu esconderijo
Onde em choro me dirijo.
Os atores?
Ah, podem ser os que tributem em verdade.
.
Tributai a mim com guitarras e suas distorções.
Solai para mim minha tablatura preferida
E alçai vozes gritantes e ensurdecedoras
Que demonstrem minha gula por Guns and Roses.
.
Tributai a mim com declamações poéticas
As minhas, que são as mais patéticas.
Não crie nada se não quiser a meu respeito
Porque já não me recosto mais sobre o seu peito.
.
Tributai a mim com choro
Pelo tempo em que eu chorava pelos outros
E quando precisei não encontrei
Ninguém que pudesse chorar por mim
desesperadamente; como um louco!
.
Tributai a mim fazendo gols nos campinhos de terra batida
Onde conquistei aplausos e gritos de alegria.
Quando ainda era quase inoscente
E nem imaginava quanta gente doentia
Atravessaria no caminha da vida.
.
Tributai a mim com saltos mortais e gingas de capoeira
Com toques de berimbal e chutes de karatê
Pelos anos que me dediquei à arte marcial
Para proteger não sei o quê.
Alguns me disseram que era bobeira !
.
Tributai a mim com violão clássico
Tocando "monte castelo" de Renato Russo
Porque a lembrança ainda me traz muita saudade
E sinto o alto custo
Para manter acesa a luz que me traz a verdade.
.
Tributai a mim com viola caipira
Toque a "chalana" bem devagar
Porque seu som ainda me inspira
E o blues que ela sugere torna menor
A dor que ainda me tortura.
.
Tributai a mim com sorrisos
Que sempre fiz questão de frisar bem
O endereço e para quem eu sorria
E a sequencia de lágrimas que ocorria
Por não saber sorrir sem demonstrar
O que por dentro me corroía.
.
Tributai, Tributai.
.
Æ
.
Rico

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Me today



Eu só quis te fazer sorrir
E acabei te fazendo chorar
Eu só queria ver o brilho nos seus olhos
E vi,
só que eram lágrimas que teimavam em sair.
Evitei platéias
para que seu sorriso fosse somente para mim
E o quase inevitável aconteceu:
Te perdi entre a "multidão" que assistia.
Corri os olhos por todos os lados
E percebi que o riso de todos cessou por breve momento
Sua presença me fugiu
E me senti sem público por não ver teu rosto
E a arquibancada cobrou de mim uma peraltice;
Em vão tentei...minha motivação já não mais me movia
Meus olhos não te via
E munha alma doía;
Minha visão tremia;
As mãos perderam o tato
E o coração já não batia.
Acabou o espetáculo
Mas um grande aplauso eu ouvia.
Melhor fosse uma vaia por não ter conseguido os fazer rir
Que todos rindo e teu choro querendo sair...
*
this is me today...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

SEU OLHAR

Um olhar que não se perdeu e
Um sorriso que marcou.
O grito que ainda ecoa
trazendo sempre a repetição de sua voz em meus ouvidos
Despertando as memórias adormecidas.
Sua boca que ainda me beija
e seu perfume que não me deixa
denunciam minha vontade de você.
Desmascarada a resposta que deu
me envolveu e me enlouqueceu,
Me apertou e me tornou perdido...
Te encontro sem querer em lugares inusitados que, despertando imaginações,
dilaceram nossos corações.

PAI


PAI SEMPRE TIVEMOS.
O QUE NOS FALTA
É
SEMPRE
CORAGEM
PARA NOS ATIRAR
NAS MÃOS
DELE.

DATA 08 / 08 / 08

Bom, não sou nada superticioso, mas a data de hoje é 08/08/08. Marca oficialmente a abertura das olimpíadas em Pequin e tomara que a data seguida de "oitos" possa trazer sorte ao Brasil em suas competições. Não torcendo apenas para o futebol, que é um excelente passa-tempo nos finais de semana para peladeiros como eu, tira o estress. Torço ainda pelas meninas da ginástica, Jader Barbosa principalmente que vem se destacando muito em suas participações por onde tem passado. Desejo boa sorte a todos os atletas da delegação brasileira.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

MEU PAI

CANSADO DAS LUTAS, DOS TRAMPOS DA VIDA
SAUDADE DOÍDA BATEU PRA VALER
LEMBREI-ME DO MEU PAI LÁ NO SITIO NOSSO
MEU "VELHO", NÃO POSSO FICAR SEM TE VER!
.
CHEGUEI BEM CEDINHO NA CERCA DE ARAME,
EU VI UM ENXAME DE ABELHA SUBIR
DO VELHO MOURÃO DO CHÃO ESTRADEIRO
EXALAVA O CHEIRO DO MEL A SAIR,
BATENDO O ORVALHO DA ALTA PASTAGEM
EU CRIEI CORAGEM E PRO RANCHO DESCI
GRITEI NO TERREIRO, NINGUÉM NA PALHOÇA
E NO EITO DA ROÇA MEU VELHO EU VI.
.
BEIRANDO O ASCÊIRO FUI SUBINDO O TRILHO
NA ROÇA DE MILHO ENTREI DE VAGAR
O SOL NESTA HORA MOSTRAVA SEU BRILHO:
MEU PAI É SEU FILHO, EU VIM TE ABRAÇAR
O VELHO TIROU DA CABEÇA O CHAPÉU
OLHANDO PRO CÉU PEGOU A CHORAR
DIZENDO MEU FILHO QUE ROUPA LIMPINHA,
NÃO RELE NA MINHA PRA NÃO SE SUJAR.
.
NO PEITO DO VELHO O SUOR CORRIA
ATÉ PARECIA MINA DA BIQUINHA
MEU FILHO A ÁGUA TÁ NO ARVOREDO
EU TROUXE HOJE CEDO A CORUNGA CHEINHA.
ATÉ MEU ALMOÇO EU DEIXEI SEPARADO,
ESTÁ PENDURADO NO GALHO DA "ARVINHA"
EU FIZ HOJE CEDO, BEM MADRUGADÃO-
ARROZ E FEIJÃO, JABÁ COM FARINHA.
.
EM SUAS PALAVRAS EU JÁ DECIFREI
E NEM PERGUNTEI : "E MAMÃE, ONDE ESTÁ?"
A ROUPA DO VELHO "GUAXUMA" MIÚDA
E AS MÃOS CASCUDAS QUE NEM JATOBÁ
E ELE ME DISSE ALI NESTA HORA:
VOCÊ VAI EMBORA OU ONDE VAI "POUSAR"?
PAPAI EU VOU INDO, NÃO SE ABORREÇA
ANTES QUE ANOITEÇA EU PRECISO VOLTAR.
.
EU BEIJEI O ROSTO DO MEU PAI AMADO.
ENTROU NO ROÇADO E SULTÃO FOI ATRÁS
EU TAMBÉM SAÍ CHORANDO ESCONDIDO,
MEU VELHO QUERIDO EU TE AMO DEMAIS.
.
(música de tião carreiro e pardinho-meu pai)

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

UM PARADOXO

O abismo que nos choca
é o mesmo que nos atrai
O perigo que nos cerca
é o mesmo que oferecemos aos outros.
O amor que não damos
é o mesmo desejado por nós
O tempo perdido
é o mesmo que buscamos recuperar
O desprezo que revogamos
é o que estamos a praticar
O ódio que tanto abominamos
é o mesmo que nos toma
O futuro que queremos
é o mesmo que os mortos buscaram
A esperança que mantemos acesa
é a mesma que dizemos que acabou
As palavras que falamos
nem sempre são as que queremos ouviR

Não me escuto mais

Não me encontro mais.
Tantos foram os caminhos que surgiram
Que me perdi entre eles e seus assombros
Já não me assutam mais.

¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ

Não me assusto mais.
Tantos foram os vultos que me apareceram
Que os classifiquei como mera consequência
De uma fértil imaginação.

¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ

Já não me escuto mais.
Sempre que paro para o fazer
Ouço os ecos dos fatos que ainda se repetem nos vales
Das minhas feridas emoções.

¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ

Não me rendo mais.
Quando o fiz, avistei uma espada voltada para minha cabeça.
Doeria menos psicologicamente se me tivesse tornado
Um prisioneiro de guerra.

¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ

Não valorizo mais.
Seus atos que domonstram o saber
Escondem sua ignorância no meio das pessoas que controlas
E sabem menos que você.

¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ

by Rico

Não repetirei isso mais

Não me encontro mais.
Ainda mais agora que surgem outros caminhos
E as tentações sempre aparecem
procurando não assustar.
¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ
Não me assusto mais.
Tantas foram os vultos que os ignoro sempre
E continuo os vendo como
Uma mera imaginação.
¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ
Não me escuto mais.
Sempre que paro para o fazer, entendo fatos como ecos
Que ainda estarão soando nos vales das minhas emoções
Repetindo o que quero ouvir e não posso fazer.
¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ
Não me renderei mais.
Quando o fiz avistei uma espada voltada para minha cabeça.
A intimidação foi psicologicamente mil vezes pior
Que se me tivesse feito um prisioneiro de guerra.
¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ¦Þ

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

My Corazon

Son de amores que estan cerca de nosotros.
Son de amores que dejanos locos
y en nuetra ciência desprovida de conocimientos,
puede trazer a vosotros
la realidad de una vida llena de cosas
que no dejanos decir nada.
Tanto a decir, pero nada por completo;
nada en plenitud.
El corazon es un poço de sentimientos
que puede cambiar por estar a morrir
Que tienen sus dolores
sus temores
sus sentidos rompidos en un instante
por saber que su deseo
está tan distante.