sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Palavras

Repita aquelas palavras que me devoram
Que me consomem como uma matilha na caça
E ainda me cortam como navalha.
Palavras que me envaidecem e me enlouquecem.
Sem misericórdia faz-me tornar bruto
Contra a fraqueza que mais luto.
Repita aquele gesto que adoro.
Ainda choro quando fazes outra vez
Ao recordar-me do que o tempo nos fez;
Ao saber que passam os dias,
Semanas...
e chega aquele mês
E no dia marcado me lembro do passado
De quando surgiam tais palavras
Trazendo uma nova espectativa
Abrindo um novo horizonte não muito distante
Ecoavam sobre meus ouvidos
As frases que hoje me soam doído
As palavras repetidas
Que naõ serão jamais esquecidas.
Repita aquelas palavras que me consomem
Que me tornam mais um menino
que um homem;
Palavras que sacia e mata minha sede
Mas não acaba minha fome.
Sinto falta das palavras que me devoram
E me deixam sem ação até em meu pensamento
Sinto falta de tudo:
Das palavras que sempre me deixam mudo,
Das frases bem clichês que sorrio
E das mais loucas que me provocam calafrios.
Repita as palvras que me desarmam
E provocam fortes batimentos cardíacos
E logo nos amamos como dois maníacos
E tais palavras nos devoram
Como o caçador sobe sua presa
Que se satisfaz mostrando sua selvagem natureza.
Repita hoje tais palavras
E me chama de novo como sempre chamou
e me ame com o mesmo amor
com que sempre me amou.
Repita as tais palavras...
*
Rico

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