sábado, 17 de dezembro de 2011

Meu zunir

Um eco no vazio...

é o que teria minha voz gritando só.

Um som

penteando as árvores nos morros do vale

onde gritara.

Ao que, uma vez liberada,

alvoroçou um revoar de pássaros

com um som estrondoso ao bater das asas,

zunindo no ar.

Mas ouviste ao longe meu ruído

levado pelo vento nas montanhas,

que repetiam:"volte...volte...volte...".

Pensava eu que apenas o eco

seria o retorno aos meus ouvidos...

Pensava eu que apenas o vento e o calor

presenciavam minha estadia provisória no vale.

Apenas provisória...

Nem imaginava que o vale estava habitado

por ecos ensurdecedores

de transeuntes do mesmo caminho.

Quando os ecos foram diminuindo,

não imaginei o motivo...

Mas vi que era o vale que estava terminando...

.

.







terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Semelhante à

Os meus desencontros sempre provocam em mim euforia.
As minhas mancadas quase sempre me deixam corado ou mudo.
Mas a minha coragem sempre me põe em perigo.
A minha tenuidade entre uma coisa e outra já se explica por si só.
As minhas palavras estão raras nos últimos tempos.
A sensação de estar em uma montanha russa sempre aparece.
É lenta e demorada a subida,
Mas a descida é sempre muito rápida.
A chegada é brusca e olho pra trás;
Vejo onde passei. Os altos e baixos.
Não é nenhum pouco divertido, não é uma montanha russa;
Mas não consigo sair do parque.
E lá vou eu de novo...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A CRUZ

A CRUZ NOSSA DE CADA DIA.

Pode até ser bonita, mas o peso não muda.

Se tentarem levá-la para, desconfie; porque devolverão pra voce logo adiante.
Ela não depende das forças que você tem e nem possui vontade própria.

O cume do monte está logo ali...o que não falta são pessoas para irem ao lado vendo seu sofrimento

gritando em alto e bom som:

crucifica-o.
Os pregos, tenha certeza que alguém nunca esquece.
Não espere a terra tremer como um sinal de que você é.
Culpado ou inocente, todo mundo tem um calvário.

*