sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Sure Flow III

I Want to break free


There is no armour against Fate;
         Death lays his icy hand on kings:
         Sceptre and Crown
         Must tumble down,
         And in the dust be equal made
With the poor crooked scythe and spade.


Some men with swords may reap the field,
         And plant fresh laurels where they kill:
But their strong nerves at last must yield;
         They tame but one another still:
         Early or late
         They stoop to fate,
And must give up their murmuring breath
When they, pale captives, creep to death.

The garlands wither on your brow,
         Then boast no more your mighty deeds!
Upon Death’s purple altar now
         See where the victor-victim bleeds.
         Your heads must come
         To the cold tomb:
Only the actions of the just
Smell sweet and blossom in their dust.

®!
my adaptation

segunda-feira, 30 de julho de 2012

crazy

Fica hoje comigo, não se vá.
Cheire meu cheiro de novo
me beije macio como antes.
seu perfume ainda cheira em mim
sua boca parece não ter fim
#
me ame loucamente, não se vá
me aperte contra seu peito
do jeito que eu gosto
me esmague em contra você
com força me abrace.
#

sure flow

Seja como for, sou seu
Seja sim ou não, nada muda.
Seja perto ou longe, te amo!
Seja agora ou nunca, te quero.
Seja "ei" ou "adeus", tudo permanece.
Dia vai, dia vem...eu vou e volto...
tentando fazer dar certo...
          #
sou nada, reconheço.
de tudo, te preciso !
me mostra seu sorriso,
me diga alguma coisa...
me ouça no silêncio...
me liga, se tu podes.
Tatuei você no peito,
de um jeito que ninguém vê,
é por dentro.
Clichê? sim, eu sei.
Mas e você?
          #
Somente eu por mim, também sei.
Só...pude sufocar
O que teimava em sair
Saiu um grito estremecedor
Que só eu ouvi.
Pra mim, não sei o que ficou
Porém saiu sim,
mas acho que voltou !

®ic¢


Infinito

parece que realmente é infinito. 
ao mesmo tempo que gera conflito.
não cessa com gritos ou urros!
não para com as dores ou murros !
é constante. é atordoante.
é um absurdo, realmente !
é latente...como veneno de serpente.
efervescente. me deixa doente.
#
é fácil...achar que finda
uma beleza infinita..tão linda !
é admirável...amável..inesquecível...
para mim é extremamente (-----)
#-#
®ic¢

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Meu Monólogo


Meu Monólogo

Um dia eu fiz um monólogo para eu recitar. E nesse escrito eu fazia muitas perguntas, sendo que quase sempre eu não tinha a resposta. Ao soar a pergunta eu me retraía e demorava um pouco a dizer alguma coisa, isso quando eu dizia. Nunca fui muito bom com as palavras, mas ao dizer alguma coisa duas coisas, pelo menos, aconteciam: ou dizia o que queria dizer em outras palavras ou se interpretava o que eu não havia dito. Mas quando falava alguma coisa, eu sabia o que estava dizendo ou o que queria. As perguntas eram sempre a meio tom, mas às vezes não saíam tão afinadas.
            Há pouco tempo alguém me perguntou por que eu estava tão isolado e parecia uma pessoa metida. Não exitei na resposta: “ando tão ferido que onde se encostam em mim, dói. Machucaram tanto com palavras que o isolamento é o remédio”. Uma parte do monólogo se deve ao desabafo de mim para meu eu. Minhas perguntas quase sempre são avaliativas e as notas sempre estão abaixo da média, como eu. É uma pena que as pessoas não sabem medir o “coração”, porque assim, quem sabe, pelo menos esse estaria em pé de igualdade com os outros?!...
            A sobrevivência é mantida em meio a uma grande competição. Encontram-se parceiros que te ajudam e também gente que tenta te falir; te eliminar; exterminar. Cheguei a me perguntar se valeria a pena manter-se vivo em meio à tão grande competitividade. Minha resposta não demorou como as outras, pois na verdade não estou competindo; se fosse uma competição eu não teria chance. Estou apenas vivendo.
           
Mas sobre todas as perguntas que fiz a mim, há uma que não quer calar:

- O que te mantém com esperança de que um dia as respostas sejam mais fáceis?

Ainda não sei exatamente. Mas o fato de um novo dia nascer, pode ser um sinal de que uma nova chance ou uma nova resposta nasçam também.

◘♦•

segunda-feira, 9 de abril de 2012

voar assim!




esse vento, esse monte, essa rampa!

esse medo, essa aventura, esse tempo!

essa luta, essa visão do alto, essa ternura do tempo;

essa vontade, essa saudade, essa loucura;

esse perfume, essa lembrança, essa ansiedade;

me levam mais alto, me fazem planar,

me fazem tremer, me trazem desejos;

me mostram mais longe, me levam sem rumo, mas eu onde chegar;

fazem em mim uma bagunça, me bate sem pena, me consome aos poucos, me abate, me levanta!

me esconde, me surpreende, me entende, mas me espanta!


£¢

segunda-feira, 26 de março de 2012

Deserto

A imensidão do deserto com suas areias imensuráveis parecem não produzir nem sustentar a sobrevivência. Seu habitat deixa-nos como primeira impressão de que vida ali, não é possível. Pobre de nós outros, que nos deixamos levar palas aparências e julgamos conforme nossa medíocre rotina social.
As areias traduzem a mais fiel companhia que um deserto poderia desejar, pois são sua defesa. Nas finas camadas sobrepostas umas às outras, permanecem juntas até mesmo quando o vento forte as muda de lugar. Algumas delas não se contentam em uma mudança repentina sem se dar o luxo de protegerem umas às outras. Mas é um “alto e baixo” de dunas que migram incessantemente de um lado para o outro transformando o relevo desértico. Engraçado pensar que os grãos de areia separados são minúsculos fragmentos insignificantes, mas quando se juntam são capazes de impor limites no mar, levantam arranha-céus e em pouca quantidade produz um peso inacreditável. Tolos aqueles que desprezam um deserto. Ignorantes aqueles que desconhecem as inimagináveis riquezas submersas nas areias de um deserto. A água, que a Humanidade teme que um dia acabe, poderá brotar e salvar a vida na terra a partir do impensado deserto. E então, o que responder? Simplesmente nada. Deixe que continuem desprezando-o; deixem que a primeira impressão fique. Não sabemos julgar e, mesmo se soubéssemos não teríamos o direito.
Eu vejo as areias como dançarinas de balé que ao som do vento se movem como plumas. Eu as vejo como um grande espetáculo, mesmo estando sozinho na platéia. Eu sinto minha vida se esvaindo e miragens surgindo a todo o momento em minha cabeça e diante dos olhos. Sei que o que preciso para me manter vivo está tão perto, mas não consigo tocar. Sinto que minha sede poderia ser satisfeita, mas não tenho como cavar. Além de tudo não tenho forças para tal. Tento encontrar pegadas que me levem de volta, mas é em vão... O vento move as areias, que por sua vez apagam-nas.O deserto está me ensinando às duras penas como sobreviver sem ter que mendigar um pingo de água a quem quer que seja. Devido aos extremos do calor ao dia e o frio à noite, já desejei uma arei movediça. Queria me entregar, mas não posso! No fundo eu sei que, o que me mantém com esperança, ainda é o deserto.

®ico -- - - æ

sábado, 17 de março de 2012

Upa le lê !



Semelhante à

Os meus desencontros sempre provocam em mim euforia.
As minhas mancadas quase sempre me deixam corado ou mudo.
Mas a minha coragem sempre me põe em perigo.
A minha tenuidade entre uma coisa e outra já se explica por si só.
As minhas palavras estão raras nos últimos tempos.
A sensação de estar em uma montanha russa sempre aparece.
É lenta e demorada a subida,
Mas a descida é sempre muito rápida.
A chegada é brusca e olho pra trás;
Vejo onde passei. Os altos e baixos.
Não é nenhum pouco divertido, não é uma montanha russa;
Mas não consigo sair do parque.
E lá vou eu de novo...

®ico

sexta-feira, 16 de março de 2012

Falta


Estou em falta, mas estive presente.
Sou culpado, mas estou inocente.
Fui do alto à baixo muito rápido,
Apenas no sentido “drama”.
Furtei-me o direito de visualizar as paisagens do caminho
Violentei-me por dentro.
Tapei os ouvidos e já não escutava mais os ruídos.
Eu estava dentro de mim e consumia a mim mesmo
Sobrevivendo, “breve” vivia.
Vivendo, diminuía.
Por dentro chorava, mas por fora sorria.
Isso não é vida, é utopia.
®ico

quinta-feira, 15 de março de 2012

Rumores!

Abrace-me pelo espaço de um instante
E viva comigo a eternidade de um momento.
Esqueça do tempo que se segue
E morra de amores só por um pouco
Ou faça reviver meu ar ofegante
Que enrolado ao teu
Se perdeu de contente.

Faça de um simples rumor
O seu grande amor.
Enfraqueça tua resistência
E fortaleça-te na tua insegurança.
Mantenha-te viva e conforte-me
Com tua boca macia
Que me enlouquece a alma
E minha dor alivia.
®ico

quarta-feira, 14 de março de 2012

O que restou da noite?

O QUE RESTOU DA NOITE

O que restou da noite se nem o sono me fez companhia?
De que me valeu o frio se a frieza já no meu todo invadia?
Sons de tiros e risos nas ruas eram o que se ouvia
E bêbados felizes que tropeçavam em si mesmos
Sem se preocuparem de como em casa chegariam.

O que restou da noite?
Olhos vermelhos que não se fecharam e o mau humor corriqueiro
Restou ainda o mau costume de digitar um número no celular
E em seguida não ter coragem de ligar.
Restou “um dia todo” que sei, vai demorar passar.
Restou ainda a lembrança das incontáveis vezes que mudei o canal da televisão
Sem nada aproveitar das grades disponíveis no livrinho.

O que restou da noite?
O medo da próxima penumbra.
A ultima ligação cancelada e uma atitude louca, inusitada.
O que mais restou não pode ser dito.
Vai soar muito esquisito, se bem que para alguém como eu,
Já não vale mais dizeres, porque meu querer já não me deixa dormir de novo,
E a noite que se aproxima me mata ainda mais um pouco.
®ico

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Discurso Político Filisófico de Nada e sem Sentido que Diz alguma Coisa se Bem Lido

.Não se admite, pelo menos não plenamente, que neste mundo haja mudanças substanciais. Efetivamente, ele não pode se transformar. Caso isso ocorresse, em função da infinidade do tempo, já teria chegado a um termo ou, o que é mais provável, teria se destruído, pois mover-se seria desgastar-se; ou pelo menos sabemos que ele não se desgasta por mover-se. Portanto, as mudanças são apenas aparentes, e o que interessa ser conhecido é aquilo que permanece sempre, a identidade do mundo e das coisas, que não se altera. Nesse sentido, o conhecimento que interessa (episteme) se dá pelo olhar sobre a identidade da coisa que é imutável, e qualquer conhecimento que se produza a partir do que é aparente e ilusório, como é o caso, é apenas ilusão (doxa) e perda de tempo.

.Neste mundo tudo está em constante processo e nada permanece para sempre (não se pode atirar a mesma cinza no mesmo rio duas vezes). Sendo assim, falar de uma essência do mundo seria falar de seu constante vir-a-ser. Não menos importante é o conhecimento (episteme) desse processo de efetivar-se e dissolver-se das coisas – do próprio movimento – e não o conhecimento de algo particular e perecível (doxa), que também seria perda de tempo.

.É de igual modo chocante distribuir entre iguais o que não possuem, quando há inúmeros que precisam e nada recebem. Neste sentido, nada muda, mas também não é pra sempre. Neste caso, o desgaste acontece e é visível. O retrato desta abstrata-realidade se configura na necessidade dos iguais não contemplados que ainda perecem sem ter quem os defenda; e isso definitivamente, não muda! A episteme desta, já não importa, pois o mundo é dos mais espertos e isto é quase perda de tempo. Doxa então seria só um discurso e mais nada, visto que sua importância é considerada ultrapassada.


Rico

domingo, 12 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012