segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Discurso Político Filisófico de Nada e sem Sentido que Diz alguma Coisa se Bem Lido

.Não se admite, pelo menos não plenamente, que neste mundo haja mudanças substanciais. Efetivamente, ele não pode se transformar. Caso isso ocorresse, em função da infinidade do tempo, já teria chegado a um termo ou, o que é mais provável, teria se destruído, pois mover-se seria desgastar-se; ou pelo menos sabemos que ele não se desgasta por mover-se. Portanto, as mudanças são apenas aparentes, e o que interessa ser conhecido é aquilo que permanece sempre, a identidade do mundo e das coisas, que não se altera. Nesse sentido, o conhecimento que interessa (episteme) se dá pelo olhar sobre a identidade da coisa que é imutável, e qualquer conhecimento que se produza a partir do que é aparente e ilusório, como é o caso, é apenas ilusão (doxa) e perda de tempo.

.Neste mundo tudo está em constante processo e nada permanece para sempre (não se pode atirar a mesma cinza no mesmo rio duas vezes). Sendo assim, falar de uma essência do mundo seria falar de seu constante vir-a-ser. Não menos importante é o conhecimento (episteme) desse processo de efetivar-se e dissolver-se das coisas – do próprio movimento – e não o conhecimento de algo particular e perecível (doxa), que também seria perda de tempo.

.É de igual modo chocante distribuir entre iguais o que não possuem, quando há inúmeros que precisam e nada recebem. Neste sentido, nada muda, mas também não é pra sempre. Neste caso, o desgaste acontece e é visível. O retrato desta abstrata-realidade se configura na necessidade dos iguais não contemplados que ainda perecem sem ter quem os defenda; e isso definitivamente, não muda! A episteme desta, já não importa, pois o mundo é dos mais espertos e isto é quase perda de tempo. Doxa então seria só um discurso e mais nada, visto que sua importância é considerada ultrapassada.


Rico

domingo, 12 de fevereiro de 2012