quarta-feira, 17 de abril de 2013

Folhas de papel


Sacrifiquei muitas folhas de caderno.
Comecei várias vezes a escrever a mesma coisa.
Quando chegava a determinado ponto eu achava que poderia melhorar e então, recomeçava;
E então lá se ia mais uma folha, surgindo mais uma bolinha de papel.

O que escrevi, escrevi. Ainda preciso escrever.
Ainda tenho o caderno, que por sinal, ainda restaram algumas páginas...
ainda não sei o que será escrito...
mas pode ser que também sejam sacrificadas.

As folhas não pedem clemência, pois sabem que ao menos é uma tentativa de serem úteis para o fim para o qual foram feitas.
As folhas, assim como todo o caderno, foram árvores de todas as formas e tamanhos.
Hoje, a forma de cuidar desta - outrora - árvore é outra.

Estou aprendendo a lidar com a falta de chuva...
com a falta de sol...
com a falta da árvore.
Não importa. Pelo menos ainda tenho
Uma folha de papel.