sexta-feira, 28 de junho de 2013

Obrigado

Obrigado pela viagem !
Você fez doze horas de viagem passar rápido como doze minutos.
Fez a distância parecer apenas um detalhe
Feito um soneto bonito.

Fez o cansaço virar força e o sono acordar.

Trouxe companhia a quem estava sozinho,
Provocou alvoroço em quem estava quietinho...
Tornou o silêncio uma longa (e bota longa nisso!) conversa,
Converteu a solidão em prosa e o lamento em verso...

Vazio agudo, estava meio cheio de tudo.

Rejuvenesceu meu coração,
Ao pedir permissão para assentar ao meu lado.
Me olhar daquele jeito me deixou embaraçado,
Que nem sequer pensei em ser mal educado.

Não podia acreditar ao te deixar no terminal
E seguir meu caminho para cumprir meu ritual,
Que me fez sentir mal ao te deixar só, apesar de acompanhada por parte da familia,
Quando ao me ver sozinho uma hora depois, não tinha certeza se ainda estava a uma milha.

À tarde, ao voltar pro local de partida,
Fiquei tão abatido como se tivesse perdido um tesouro estimado
Pois você enriqueceu e alegrou minha vida naquele dia,
Mas retornei à tristeza ao voltar sozinho naquele ar condicionado.

Pensando em como esquecer o que não sai da cabeça.

Agora estou destroçado de novo
Onde você está não posso ir,
Já que depois que aprendi a enriquecer os outros,
Esqueci de mim, e a lembrança foge ao forçar o céfalo.

Bom e trágico, um quase malévolo.

Volte, e me grite,
Faça o que disse que faria.
O ônibus chegou, mas a viagem continua
E espera outra noite que poderá ser minha e sua.

... - ... - ...

terça-feira, 25 de junho de 2013

Houve um tempo

Houve um tempo em que o dois e o quatro eram apenas algarismos.
Tempos de descobertas onde a habilidade com números era passaporte para "status". Sei que disso realmente carece um esforço maior para saber do que se trata, visto ser um assunto de raro debate.
Foi uma Era em que poderia soma-los e chegar no surpreendente número seis; já não se usa mais métodos assim...novos tempos também trazem novas interpretações numéricas. Liga não; tempos rumos à modernidade.
Numero simbólico, já que se afirma que tudo fora criado em seis dias, dependendo do folclore. Mas o dois e o quatro juntos contam como vinte e quatro. E isso sim faz sentido, visto que não se chega ao 30, como eram contados os dias para fecharem um mês completo...isso na História Antiga.
O que me move a pensar é que houve um tempo em que o seis completava esse ciclo...pois agora já existe mês com 31. Então, seja como for, o fim do mês até passa pelos números pares, mas pode acabar com números ímpares.
O número seis é só a metade de um ciclo, que se fecha em 12. Vinte e quatro seria o dobro do ciclo, trazendo inúmeras possibilidades. Portanto, pensar em números pode acabar dando em nada ou levando a uma grande descoberta:  melhor maneira de trabalhar com eles é melhorando sua conta bancária.
Se souber fazer conta vai chegar em um denominador surpreendente...

mas só se souber usar os números!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Por Hoje

Hoje eu preciso de um abraço,
Não preciso de julgamento.
Só preciso de alguém que me abrace e não pergunte nada;
Apenas o silêncio.
Não me pergunte nada...deixe-me ficar quieto, não me questione.
As palavras vão me constranger...então deixe o silêncio falar por mim.
Eu sei que isso é querer demais, por isso preciso de alguém acima da média...
Não preciso ser forçado a nada...apenas de um abraço...
Bem apertado...
Ficar por meia hora com os olhos fechados...
apenas esperando o tempo passar...
E se eu for embora calado, me dê razão ou não!
Mas não julgue, mesmo com evidências...
Não preciso de um tribunal...
Preciso de um refúgio...
Me estenda a mão hoje, por hoje!
Estenda-me...por favor.