quinta-feira, 7 de abril de 2016

ISSO QUE VEJO

Os dias não têm sido como antigamente
Nem as horas nos esperam ou nos notam.
Os minutos se acumulam nas horas,
Que se amontoam nos dias
Que sempre se findam
Nas noites que se somam.

Mas os dias me apresentam o ar
Que ainda me traz a brisa
Que sorri para mim ao passar levemente
E meu pensamento se eleva radiante.

Fecho os olhos e vejo os campos verdes
Levemente tocados pelo mesmo sopro divino
Que refresca meu rosto que ainda a sente.

Mal posso esperar para ir aos campos
Ser tocado pelo mesmo vento
Que de suave se transformou de novo em brisa.

Mal posso esperar o tempo
Que de teimoso me lembra o vento
Que soprará para longe a nostalgia
E me trará no lugar
Belos dias
Com inesquecíveis horas de alegria
E minutos eternos
De uma hora que não se finda

Porque hás de continuar soprando em mim
Esperança de que quando estivermos juntos
Nossa alma será uma só

No frescor do amor que nos domina.

®Ѻ

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