quarta-feira, 27 de abril de 2016

VERTIGEM

Acima de nós, as constelações;
Abaixo de nós algumas estrelas cadentes;
Alguns zilhões de distância entre uma coisa e outra.
No repente, uma estrela morre.
Quem se importa? Afinal, olha quantas sobraram!
Olhei ao lado, mas eu estava só.
Falava sozinho!
Vejo-as nas noites, longe dos tumultos.
Só eu as vejo.
Suspenso, à deriva nesse universo escuro,
Acreditando que posso ainda chegar até à luz daquela que mais brilha,
Vou sem me importar com a distância.
Sim, vou pousado em um meteoro,
Rasgando o vácuo.
Não adianta gritar daqui, não se propaga.
Entretanto o clarão parece ficar mais perto
A cada vez que o contemplo, desejando chegar,
A distância parece diminuir.
Daqui não há céu;
Não há terra;
Só o infinito que me cativa,
Motiva e me leva
Através das galaxias.

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