quinta-feira, 25 de março de 2010

O Ontem

O ontem revive pra mim no hoje
pois já começa um novo dia e é tudo como antes
não consigo fechar as pastar da memória que contém
Os registros do dia de 'hoje'
.
deixe viver
deixe ficar
deixe estar
como está..
.
é 25, mas para mim é como se ainda fosse
dia 24...
e os primeiros minutos desse 25
ainda continuo celebrando o antes
..
viu como não muda?
.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ainda hoje

Me deixa sem o que dizer
por haver tanto a falar
.
silêncio
.
não como expressar, pois nem mesmo posso identificar
O hoje, eu pensei que já havia ido
Mas quando reparei, percebi que ainda o podia ao menos
Aqui alguma coisa postar.
.
me deixa..
.
pra que eu lamento?
.
silêncio
.
que saudade !!!
do dia 24

O Hoje

O "hoje" que nunca passa para mim
E sempre que o vivo como se fosse como no primeiro dia;
Eufórico, sentimentalista ao extremo, angústiado, sei lá...
Eu diria que além de paradoxal - que sei, aparento - não exprime aqui as palavras
O que realmente eu quero dizer.
Se parece que a vida acaba-se, mesmo assim eu não sei deixar-me morrer.
E quando lembro de hoje como se fosse antes, eu não sei se quero esquecer.
Me deixe lembrar, deixe-me reviver...
Lembro de como és e penso se a pudesse ter;
Como eu queria dizer sobre o hoje,
A sua importância e o desejo de ver
Ligando, não pude falar...
As palavras me roubaram a língua
E o nervosismo me tirou o deslumbre
O hoje realmente me deixa ....

sábado, 6 de março de 2010

Nexo em mim

De mim mesmo
Não sei muita coisa mais; acho que até me confundo as vezes.
Fundiram-se a todo o resto
De um alguém que não eu.
Nesta terra que seca e morre
Receio terminar em quase nada, porque ao menos sou alguma coisa.
Na ventania certeira
Arrastando as mãos e os pés
Exito em deixar levar-me.
Em ti, à frente
Que aparece em meio a outros eu observo como se só existisse você na cena.
Eles nada sabem
Ou talvez nunca descubram, então
Agora, ao te ver assim, [em um constante]
Na capacidade de tornar esta beleza
Que dói e semeia, em palavras
Tudo o que há em mim,
Chego até em pensar que estás sempre por perto
Mesmo sabendo que estás longe...

E eu?

o que de tanto é
que em tanto
a mim
permanece
é que antes era
e o peso feito
balas no peito
e este não protegido
agora é nada
compartido, renovado
não há espera
é espaço aberto
folha branca
morada do perigo
[não há mais tempo
não peço ajuda
assumi a condenação
desta liberdade tardia]
na curva, um retorno
não sei
não fujo, nem posso
deixar de ser
tudo isso
em mim.

...prego