segunda-feira, 18 de novembro de 2013

RODOVIÁRIA


Lugar de chegada e partida, adeus e despedidas, abraços apertados, choros desconsolados; lágrimas que valem ouro que caem sem que sejam percebidas.
Local de espera, de demora, da hora que não passa, mas que passou tão de pressa que por essa não esperava.
Idas e vindas pronunciadas por uma voz suave quase sussurra nos alto-falantes, que só falta te chamar pelo nome e geralmente não se sabe se quer que você vá ou se é charme para que fique.
Local de destinos diferentes, mas comum para a gente.
Destinos que ás vezes lembra muito um labirinto onde alguém entra e nunca mais retorna, como se tivesse perdido o caminho de volta.

Rodoviária não é lugar para fracos; é lugar de lamento e alegria,
Sorrisos e nostalgia; seja noite ou dia, mudam-se as pessoas, mas a cena continua: busca se o sagrado para proteger na viagem e o aceno da janela vale mais que mil palavras, mas esconde o coração que tem uma seqüela.
Os que ficaram em pouco ou nada diferem dos que partiram.
Sua hora também vai chegar e naquele local de espera, de demora, da hora que não passava, passou tão de pressa que por essa não esperava.
Alguns que ficam querem ir junto; Outros que vão desejam ficar.
No pensamento de uns que ficam ou vão,
Está o agradecimento por aquele momento que chegou
Que se resume daquilo em que se livrou.

Mas pensando bem,
Existem pessoas que jamais deveriam estar em uma rodoviária para despedida, mas sim, somente para chegada.
Você não pensa no tempo que vai durar,
Mas pensa em como aproveitá-lo de todas as formas...
Pensa em tanta coisa que o primeiro dia se passa,
A ainda nem saíram do lugar.
Mas assim como o tempo não pára,
O anoitecer e o amanhecer são esperados
Trazendo uma nova oportunidade de viver coisas diferentes,
A ausência também chegará, e quando acontecer
Restará a lembrança de que neste caso não há labirinto e se há,
 O aceno da janela não será nada mais nada menos

Que a ponta da corda!

▲▲▲Rico ▲▲▲